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Meirelles defende maior participação do setor privado na Petrobras e BB

Fonte: Estadão

Pré-candidato à Presidência da República pelo MDB, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles defendeu nesta quarta-feira (6), em sabatina promovida pelo jornal Correio Braziliense, aumento do capital privado na Petrobras e no Banco do Brasil, empresas de capital misto.

Ele afirmou, inclusive, que a perda de controle da União dessas companhias é algo que pode "evoluir com o tempo", desde que seja assegurada uma administração profissional.

"Acredito que poderia se evoluir a participação privada, não privatizar no sentido clássico. Muitos fazem essa proposta, é bonito, mas é perigoso. Monopólio privado não, mercado privado competitivo", declarou o emedebista.

Segundo Meirelles, esse aumento de capital pode se dar com aumento da participação do setor privado nas ações, criando, em troca, mecanismos mais fortes de governança.

"Seria uma pulverização", declarou. No caso da Caixa Econômica Federal, que hoje é um banco 100% público, o presidenciável pelo MDB defendeu abrir o capital.

"A Caixa está sendo preparada para isso. Podemos, sim, pensar em abril o capital da Caixa", afirmou. Meirelles ponderou, contudo, que não será solução de curto prazo vender bancos públicos como o Banco do Brasil para outro grande banco privado nacional.

Igor Gadelha, Brasília.

Meirelles pede fundo para amortecer oscilações no preço do petróleo

Fonte: Valor Econômico

BRASÍLIA - O Pré-candidato do MDB à Presidência da República, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, elogiou em nota a atuação de Pedro Parente à frente da Petrobras e voltou a mencionar a criação de um fundo de estabilização para amortecer eventuais oscilações no preço do petróleo.

Leia abaixo a nota de Meirelles divulgada hoje sobre a saída de Pedro Parente da Petrobras:

"Pedro Parente deu uma importante contribuição ao País, ao resgatar a Petrobras da situação de quase destruição provocada pelo governo anterior. A companhia tinha perdido as condições de assumir o custo de absorver as eventuais diferenças entre um preço mais estável e previsível e o custo de produção que varia com o preço do petróleo. É preciso criar um fundo de estabilização que amorteça eventuais oscilações no preço do petróleo e seja fiscalmente neutro no longo prazo."

Ontem, após participar da 45ª Assembleia Geral Extraordinária da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil ao lado do presidente Michel Temer, Meirelles disse que vai propor a criação de um fundo de estabilização para evitar oscilações frequentes do preço dos combustíveis, o estopim da greve dos caminhoneiros.

Segundo ele, o plano é que quando o preço do petróleo cair, o fundo capitaliza com o movimento; quando o petróleo subir, o fundo usaria esses recursos. "A proposta do fundo de estabilização é, a princípio, com o objetivo de estabilizar o preço do diesel, e eventualmente, o preço da gasolina", disse.

Por Fabio Murakawa.

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil