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Normalização da economia é fundamental para ampliar investimentos, diz Meirelles

Fonte: Agência Estado

O pré-candidato à Presidência da República pelo MDB, Henrique Meirelles, avaliou que a normalização da economia brasileira é fundamental para aumentar a atração de investimentos privados - nacionais e internacionais - em projetos de infraestrutura. 

Ele voltou a defender a aprovação de reformas, como a da Previdência, para reduzir a despesa obrigatória do governo, abrindo assim espaço para o investimento público. "Existe interesse nos investimentos no País, desde que o risco Brasil caia. Com boas regras e normalidade na economia, vamos transformar o Brasil em um canteiro de obras", afirmou ele nesta quarta-feira (18) em palestra no Fórum de Mobilidade da ANPTrilhos. 

Para Meirelles, os últimos presidentes do País não definiram o transporte público de passageiros como uma das prioridades de seus governos. "Cada vez mais a consciência nacional passa a demandas das autoridades a melhoria dessa questão", afirmou. 

O pré-candidato reafirmou que seu governo garantirá a segurança e criará um ambiente mais favorável aos investimentos privados no setor de transportes sobre trilhos. "Temos que fazer que isso seja um compromisso de nação, e não apenas de governo", acrescentou.

Os presidenciáveis Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Levy Fidelix (PRTB) também participarão do evento nesta quarta-feira.

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Como os presidenciáveis pretendem desarmar a bomba fiscal brasileira

O vencedor das eleições deste ano receberá, junto com a faixa presidencial, uma “bomba-relógio” fiscal, cujo processo de desarme não será nada fácil. Diante do tamanho do problema, que exige um ajuste fiscal de assombrosos 300 bilhões de reais, VEJA perguntou aos sete presidenciáveis com melhor colocação nas pesquisas quais são seus planos para resolvê-lo. O assunto, dadas as suas implicações junto à massa do eleitorado, tem sido cuidadosamente evitado por certos candidatos. O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), o ex-governador Ciro Gomes (PDT-CE) e o PT, que ainda não definiu seu candidato, negaram-se a dar qualquer declaração para esta reportagem. 

 

1. Como pretende lidar com a questão da Previdência?

Henrique Meirelles (MDB)
Nos primeiros três meses de governo, quero aprovar o relatório da reforma que já foi enviado ao Congresso. No longo prazo, todos os trabalhadores devem ter o mesmo sistema. Instituiremos idade mínima de aposentadoria

 

2. Privatizará estatais?

Henrique Meirelles (MDB)
Sim. Pretendo acabar o processo de privatização da Eletrobras o mais rapidamente possível, com pulverização do capital da empresa via mercado de capitais

 

3. Qual tipo de mudança fará na frente tributária?

Henrique Meirelles (MDB)
Substituir ICMS, IPI, PIS, Co?ns e ISS por um imposto de valor adicionado (IVA). Manter a cobrança de imposto de renda sobre pessoa física e substituir o imposto sobre o lucro das empresas por um imposto sobre dividendos

 

4. Pretende criar impostos temporários ou aumentar algum já existente?

Henrique Meirelles (MDB)
Não. Não pretendo aumentar a carga tributária. Por isso, será fundamental aprovar o mais rápido possível a reforma da Previdência

 

5. Cortará despesas no Legislativo?

Henrique Meirelles (MDB)
O Legislativo é um poder independente. Os gastos de todos os poderes estão no orçamento e têm de ser respeitados. Mas, dada a crise ?scal, é importante que o Legislativo se una aos outros poderes para resolvê-la

 

6. Cortará despesas no Executivo?

Henrique Meirelles (MDB)
Os custos com a folha salarial são elevados e, provavelmente, há espaço para cortes. A redução será feita via privatização e terceirização de atividades não essenciais e não de Estado.

 

7.Pretende manter a lei de teto dos gastos?

Henrique Meirelles (MDB)
Sim. Pretendo manter a lei. Com ela, todo aumento de despesa terá de ser compensado pela redução de outro gasto, o que exigirá que os políticos explicitem suas prioridades na discussão do orçamento.

Fonte: Revista Veja